Prémio Geoconservação 2026 distingue Montemor-o-Novo e Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO
No Dia Internacional da Geodiversidade, que se assinala hoje, 6 de outubro, são conhecidos os vencedores do Prémio Geoconservação 2026, uma distinção criada em 2004 e atribuída anualmente pelo Grupo Português da ProGEO – Associação Internacional para a Conservação do Património Geológico, que reconhece boas práticas na conservação e valorização do património geológico em Portugal.
Na edição deste ano, o júri decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Geoconservação 2026 ex aequo ao Município de Montemor-o-Novo e ao Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO, que integra os municípios de Loulé, Silves e Albufeira.
A decisão teve por base a qualidade científica, os níveis de proteção e conservação e as estratégias de valorização do património geológico, bem como a classificação legal e a concretização das ações propostas.
A avaliação permitiu identificar duas candidaturas com méritos distintos, mas equivalentes na ponderação global dos critérios, apresentando um valor global idêntico.
O Município de Montemor-o-Novo foi distinguido pelo elevado rigor científico da candidatura e pela proatividade autárquica na proteção e salvaguarda do geossítio Migmatitos de Almansor, evidenciando o trabalho desenvolvido no estudo, conservação e valorização deste património geológico.
Já o Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO destacou-se pela consistência e abrangência da sua estratégia regional de gestão territorial integrada, refletindo uma abordagem articulada à conservação, valorização e promoção do património geológico nos municípios de Loulé, Silves e Albufeira.
A atribuição do prémio ex aequo reconhece, assim, duas abordagens distintas à geoconservação, valorizando tanto o rigor científico e a ação concreta de proteção de um geossítio como a implementação de uma estratégia integrada de gestão e valorização da geodiversidade à escala regional.
O júri do Prémio Geoconservação 2026 é constituído por representantes da Associação Portuguesa de Geólogos (APG), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e da ProGEO Portugal, assegurando uma avaliação técnica e científica das candidaturas.
“Ao longo dos anos, o Prémio Geoconservação tem vindo a afirmar-se como um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas autarquias na proteção e valorização do património geológico. Desde a sua criação, já foram distinguidos 47 municípios, num total de 110 candidaturas que envolveram 90 municípios, números que demonstram o interesse e compromisso das autarquias com a geoconservação em Portugal”, afirma Joana Rodrigues, representante do Grupo Português da ProGEO.
Criado em 2004, o Prémio Geoconservação pretende reconhecer e divulgar boas práticas de conservação e valorização do património geológico desenvolvidas em Portugal, contribuindo para reforçar o reconhecimento da geodiversidade enquanto componente fundamental do património natural.
O prémio procura ainda incentivar a implementação de medidas concretas de proteção e conservação, a integração do património geológico nas estratégias de gestão territorial e a sua valorização junto das comunidades, contribuindo para a sensibilização para a importância da geodiversidade e para a sua transmissão às futuras gerações.
As candidaturas ao Prémio Geoconservação destinam-se a Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Associações de Municípios e Comunidades Intermunicipais, decorrendo habitualmente entre março e julho. Mais informações estão disponíveis em https://www.progeo.ngo/progeopt/.